Braga Vigilante

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Um dia, vai ser bom viver em Braga

sexta-feira, 20 de abril de 2007

O Crime Compensa

Cada vez que ouço alguém dizer que foi à policia dar parte de um roubo e recebe como resposta “ lamentamos mas não podemos fazer nada “ ou do tipo “ Sabemos de quem se trata mas só o podemos prender se for em flagrante delito “ este tipo de situação cada dia que passa revolta-me mais. E pior !!! Não sei como posso contribuir para mudar esta situação, é uma sensação de total impotência. Dá vontade de fazer justiça pelas próprias mãos. E isso só não acontece porque infelizmente tenho sentido de justiça e não quero ser igual a eles. Não é por não saber de quem se trata ou mesmo por não saber como chegar até eles, pois para isso bastava fazer meia dúzia de perguntas na cidade ou estar atento ao próximo roubo porque eles até se dão ao luxo de lá voltar passadas horas para repetirem.

Toda a gente se queixa que cada vez mais as pessoas fogem a dar os seus testemunhos na polícia, eu próprio que considero essas pessoas como irresponsáveis e sem sentido de cidadania, sou obrigado a concordar que elas têm razão. Para quê dar a cara e até perder tempo a fazer prosseguir as investigações com o nosso contributo quando os verdadeiros culpados não são apanhados ou se são soltam-nos passadas horas. Quem vai arriscar dar a cara quando sabe que o mais certo é ainda se ver a braços com perseguições e ameaças.

Qual é realmente o papel da polícia na nossa cidade? Passar multas!!! É que essa é a única função que vemos a policia desempenhar com eficiência. Tudo o resto lhes passa ao lado e não querem saber.

Reparem, se chamarem a polícia para rebocar um carro mal estacionado, passados uns minutos eles aparecem, mas se a chamarem para participarem um assalto, demoram tanto tempo que até as provas do crime desaparecem.

Porquê esta apatia da polícia? É a lei ? Se é !!! Mudem-na. Se a policia não tem poder, dêem-lho! É Falta de vontade da polícia? Paguem-lhes o que for preciso mas dêem-lhes incentivos! Pensem que sem esses homens inspirados e motivados esta nossa cidade vai-se tornar um caos. Ou preferem ver as pessoas na rua armadas a fazerem justiça pelas próprias mãos. É que já só falta um bocadinho assim, para isso acontecer. As pessoas estão descontentes ou ainda não repararam!!!

A prova viva de que o vandalismo compensa é que nos próprios jornais da cidade não se fala em mais nada. Até agora falava-se em roubos constantes de automóveis em várias partes da cidade, agora até as grades de saneamento em frente ao tribunal roubam, e ninguém faz nada para os travar.

Numa cidade onde já se começa a ter medo de sair à rua e onde se vêm vários miúdos a terem medo de ir para a escola porque sabem que vão ser assaltados, expliquem-me como se pode afirmar que “ É bom viver em braga “.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Parque Radical para o bem e para o mal

Os praticantes de desportos radicais de Braga, à muito que reclamavam o já tardio aparecimento do primeiro parque radical a sério da cidade। O primeiro parque apareceu à uns anos, pelo esforço dos moradores, no fujacal, mas pela sua forma de construção nunca permitiu na realidade que lá se praticasse o que quer que seja. Esse parque nasceu torto e perigoso, com um só alf-pipe estreito e em cimento fazia tremer cada corajoso que lá se atrevesse a subir. Anos depois apareceu o parque radical da colina de maximinos, este fora construído com alguma lógica e apesar de pequeno e com poucos obstáculos já consegue chamar centenas de jovens para a prática dessas actividades. Até aqui tudo bem, e honra se faça ao bem feitor que o construiu o porque, porque já há muito que cidades mais pequenas deste país tem parques muito maiores e melhor equipados que o nosso. Mas mais vale este que nenhum.

Aquilo que não se percebe é como se faz um parque ainda por cima radical sem que exista um único vigilante para fazer cumprir as regras mínimas de segurança e expulsar os não praticantes que para lá vão assaltar as crianças que frequentam o parque. Não se compreende como não existe um telefone público com ligação ao 112, para que em caso de acidente o que normalmente em actividades destas acontece com frequência, alguém possa contactar uma ambulância. Se alguém prestasse o mínimo de atenção e perdesse uma hora de um sábado de tarde via que o andamento de alguns jovens já é de tal forma evoluído que no caso de queda irá provocar acidentes de grandes proporções.