Braga Vigilante

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Um dia, vai ser bom viver em Braga

terça-feira, 27 de março de 2007

Cidadãos de Primeira

Braga, ainda tem destas coisas! … Por cá ainda existem uns cidadãos com mais direitos que outros, a verdadeira democracia! ... Ora vejam.

Na Rua José António Cruz, o comum dos moradores dá quatro voltas ao quarteirão, fica à espera uma hora, e já desesperado acaba por deixar o seu automóvel em segunda fila ou até em cima do passeio para ir para sua casa, no entanto as firmas que circundam essa rua dão-se ao luxo de possuir aos quatro lugares de cada vez.

Mais escandaloso é o facto de uma dessas empresas ser do ramo automóvel e como se já não bastasse ter quatro magníficos lugares em frente às suas instalações, ainda se dá ao luxo de usar os poucos lugares de sobra para fazer de stand e expor os seus automóveis para venda. Se poucos lugares existem para o total de moradores, muitos menos ficam quando geridos desta forma.

O mais inacreditável, é a periodicidade que esses lugares privados têm para esses cidadãos. São válidos todos os dias da semana incluindo feriados e fins-de-semana e por períodos de 24 Horas, o que só é possível nesta cidade.

A Ideia que fica é que até a policia já reservou uma linha telefónica privada para essas firmas de modo a manterem-se desocupadas para os telefonemas que diariamente solicitam o serviço de reboque. Não me admira nada que até já possuam um protocolo de colaboração tal é o negócio fomentado. É que nem adianta reclamar. Até ao domingo o carro desaparece, e de cada vez são cem euros que são deitados ao lixo. É engraçado como para isso a policia tem um tempo de resposta tão eficaz, será das comissões! … Isso dava pano para outra publicação! … No entanto quando solicitados relativamente à venda de automóveis em praça pública nada fazem e nada pretendem vir a fazer, não dá dinheiro, dizem até desconhecer tal facto.

É verdade é! O dinheiro aqui em braga não parece, mas dá-nos o nosso escalão de cidadania.

terça-feira, 13 de março de 2007

Licenciamento de Software! … O regresso ao passado.

Desde a última visita do Mr. Bill Gates a Portugal, que o nosso maravilhoso governo começou a apertar o cerco ao software pirata. Até aqui, tudo bem! Até demonstra uma atitude digna com a protecção à propriedade intelectual, que para além de mal compreendida também é mal paga.

O que não se compreende é como se fazem protocolos que favorecem notoriamente empresas com monopólios como a Microsoft. Se analisarem este assunto ou se por ventura foram forçados a consultar os preços praticados verificam que por exemplo uma pequena empresa com 4 ou 5 computadores tem de fechar portas ou deitar os pc’s fora.

Ora vejam:

Cinco pc’s precisam de cinco licenças do Windows XP, cada licença a um preço médio de 299€ dá um total de 1500€, mais cinco licenças do Office que é quase obrigatório serão mais 349€ vezes cinco dá mais 1245€, mais cinco antivírus a 35€ dá 175€ mais um software de gestão qualquer do mais básico possível 50€, tudo somado dá a módica quantia de 2970€, em software e sem grandes extravagâncias.

Agora a minha questão!!! Como pode o governo apelar a um Plano tecnológico quando os preços praticados são completamente absurdos.

Este é realmente um Bom Plano para a Microsoft que na promessa de equipar meia dúzia de escolas enche mais uma vez os bolsos com o licenciamento do software obrigatório e punível com 3 anos de cadeia.

Agora a grande duvida!!! Será que esta medida da forma rígida como foi aplicada só para o comum consumidor, mas sem impor regras aos fabricantes de software vai realmente contribuir para o desenvolvimento do nosso pais ou vai obrigar as pequenas empresas a recuarem no tempo e a irem buscar as velhas maquinas de escrever…

quinta-feira, 8 de março de 2007

" A mudança"

Reconheço-me entre as pessoas que estão cada vez mais encolerizadas, dentro de uma sociedade que se degrada a olhos vistos, com escândalos e corrupções, que surgem aqui e além, muitas vezes de onde menos se espera.

Não posso evitar, num reflexo de rebeldia, "tentar mudar as coisa" e denunciar as verdades da nossa realidade.

É necessário que TODOS se convençam, que ainda não é tarde, nem tudo está perdido, há muita coisa a fazer para melhorar a situação.

Do céu só cai chuva e, de vez em quando, umas bolinhas de gelo, com as quais é preciso ter muito cuidado, por isso, mãos à obra!

Por onde começar? Por nós mesmos…

O poder de modificar as coisas parte de nós. É um poder quase místico que pode decidir o percurso de vidas e situações.

O caminho a percorrer é longo, há que ter juízo, para irmos por nosso pé.

Comecemos por auto-observar, reflectir. A reflexão é sempre algo que diz respeito a nós próprios e à nossa consciência. A reflexão pergunta e quase sempre responde, só é preciso estar atento, que a resposta virá. Quando ela vier, é hora de agir!

Os caça-cursos

Estou descontente!

Estou descontente com o destino que dão ao dinheiro dos nossos impostos e ao que vem da União Europeia.

Milhares e milhares de euros são gastos na formação profissional. E eu pergunto: - «Formação?»

Por resguardo, fui ao dicionário de língua portuguesa verificar os sinônimos desta palavra, os quais passo a citar: "constituição; criação; desenvolvimento; geração; disposição; organização; equipa".

Ou é impressão minha ou existe aqui um contra-senso?

Pelo que se consta e pelo que sei as pessoas que frequentam esses cursos em troca de dinheiro, vivem num ciclo vicioso de ensino subsidiado.

Não falo à "toa". Sei de inúmeros casos de pessoas que se governam (e aos seus) do rendimento que obtêm da formação profissional. São os "Caça-cursos".

Os "Caça-cursos" são aqueles que andam a tirar o lugar dos que realmente querem aprender; por norma, estão-se "marimbando" para aquilo e, ainda por cima, não têm "um pingo" de educação e de civismo.

Ok! Existem aqueles que se esforçam e vêem nesses cursos uma oportunidade de aprendizagem para o futuro laboral. Mas é uma minoria, muita pequenina…que ainda por sinal, se não tiverem "conhecimentos" no centro de formação não conseguem ter acesso ao curso que pretendem. Essas seriam as pessoas validas para frequentar esse tipo de ensino; pessoas que querem, que lutam, que se esforçam e não conseguem. Falta-lhes o "Padrinho"!

quarta-feira, 7 de março de 2007

Alguém me consegue explicar….

Como é possível que em Braga não se consiga acabar com os pólos de venda de droga.

Será que os responsáveis de Braga não sabem onde ela se vende! … É que são os únicos! Porque de resto toda a gente sabe… aliás, é só seguir as pinturas na parede que estão espalhadas por braga e que dizem literalmente “ Queres droga vai aos ciganos “. Onde está a dificuldade…

Como é possível que um polícia não saiba onde a droga se vende!... Será assim tão difícil descobrir? Já alguma vez se deram ao trabalho de seguir um arrumador, eles sem dúvida levam-vos direitos e repetem a rotina várias vezes por dia.

Não acredito que este flagelo não esteja já controlado, não pode ser… parece tão simples. Dá-me ideia que há mais qualquer coisa por trás, será ? Será que mais uma vez não estão envolvidas pessoas e interesses mais altos. Será que alguma vez quiseram acabar mesmo com esse problema?

Diz-se que todos os esforços se erguem em torno de quem trafica e não em quem consome, tudo bem! … Mas porque razão não utilizam o processo inverso. Porque não usam os consumidores para chegar aos vendedores!...

Já me chateava o facto de ter de pagar parquímetro sempre que estaciono o carro, ainda tenho de levar diariamente com os toxicodependentes espalhados aos montes por tudo o que é lado a pedir moeda para droga. Já pensaram o que isso representa a nível orçamental ao fim do mês! A verdade é que somos nós quem paga o vicio deles. Não seremos nós também responsáveis por este flagelo. É mais fácil dar um Euro e não pensar mais nisso, não é? E para mais se nós não lhes dermos eles vão roubar-nos, o que piora o estado das coisas.

Só tenho pena que eles não se virem para os responsáveis de Braga. Lhes peçam a moedita ou lhes assaltem os carros, pode ser que assim passem também a ser vitimas das suas próprias leis e comecem a agir.

As três saidas...

Ninguém pode ficar indiferente à minha lucidez, à maneira como eu empurro as palavras contra a ordem do mundo.
Limito-me a manifestar, precocemente e com desgosto, as saídas que esta sociedade nos dá. Três, pelo menos: EMIGRAÇÃO, DESEMPREGO e CORRUPÇÃO.
No desamparo desta agremiação, muitos de nós não resistirão ao fermento radioactivo que nos conduzirá deste sistema, mórbido e frio, que os mais “poderosos” ergueram para melhor manipularem os mais “frágeis”.

segunda-feira, 5 de março de 2007

A velha questão dos Concursos Públicos ...

Já repararam como é engraçado esta velha questão dos concursos públicos! …

Já repararam que toda a gente comenta que mais de 90% dos Concursos Públicos criados neste país já tem pessoas a desempenhar o cargo antes de terem início.

Já repararam na quantidade de dinheiro público gasto na criação destes concursos sem que os mesmos sirvam para coisa nenhuma! …

É triste para quem tem necessidade de concorrer a um emprego, saber de antemão que por mais que se esforce nunca terá a nota necessária para ocupar o lugar, porque este já está maniatado para determinada pessoa que sem ter de se preocupar terá o seu lugar garantido. É realmente uma verdadeira democracia esta em que vivemos!!!…

Na sua generalidade as formas de selecção criadas nestes concursos são compostas por três factores de avaliação, uma prova escrita, a avaliação do curriculum vitae, e uma entrevista. Já repararam como duas destas formas de selecção com exclusão para a prova de escrita são passíveis de ser manipuladas e que a mais rigorosa, a prova escrita, é quase sempre a menos cotada para facilitar o acesso ao individuo previamente escolhido.

Já repararam como ninguém faz coisa nenhuma contra estes senhores detentores do dão de dar. Nem os próprios prejudicados se dão ao trabalho de reagir! Será por terem a certeza que por muito que protestem ninguém lhes vai dar ouvidos e que se por mero acaso pensarem em recorrer aos nossos magníficos tribunais, saberem que vão só criar mais um processo e que esse os vai arrastar ainda mais para o fundo, porque no final de contas ainda vão ter custos de tribunal a pagar, o que para quem procura trabalho é impensável.

Esta apatia generalizada das pessoas que comentam este fenómeno, não é feita certamente de ânimo leve, normalmente já aconteceu a alguém conhecido, como é o caso, todavia, apesar de saber que nada posso fazer, pelo menos fica o direito à indignação, que é ainda o pouco que nos resta.