
Porque uma manifestação não resolve o problema foi lançado, no passado sábado, na Avenida Central, um convite a todos os desempregados, estudantes, trabalhadores precários e reformados para comparecerem, ontem, na Avenida Central. O desafio foi aceite por alguns, dando-se assim os primeiros passos para a criação da plataforma da ‘Geração à Rasca’, em Braga.
O ‘Protesto da Geração à Rasca’, convocado através das redes sociais, esteve nas ruas de onze cidades portuguesas, inclusive em Braga. Apesar da denominação, a iniciativa, que se realizou no passado sábado, extravasou
as fronteiras de uma geração, com ‘jovens’ de cabelos brancos a assinalarem presença em nome dos filhos, netos e gerações futuras.
“Sabemos que noutros pontos do país estão a organizar-se da mesma maneira com o objectivo de continuar a luta”, justificou Eduardo Velosa, um dos jovens “à rasca” que decidiu aparecer ontem para começar a trabalhar na plataforma de Braga. E o jovem foi mais longe: “temos que dar continuidade ao protesto de sábado, caso contrário, a luta acaba por aqui”.
Por entre críticas ao Governo, acusado de só proferir “mentiras” e criar “embustes”, as ‘gerações à rasca’ apontam, ainda, o dedo àqueles que ganham fortunas.
Depois de organizados, “o objectivo da plataforma passa por criar um lista de reivindicações e promover outro tipo de iniciativas de protesto em conjunto com as outras plataformas que se possam criar um pouco por todo o país”, referiu, ainda, Eduardo Velosa, antes da reunião, que decorreu ontem ao início da noite no bar Insólito.
de autor
Patrícia Sousa do Correio do Minho
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